Um dos poemas utilizados na Performance Poética apresentada dia 5 de março de 2011 no Casarão Cultural em Itu...
Um super obrigado ao Serginho que confiou no meu trabalho, a tdos os amigos que me apoiaram, ao Wil, meu pequeno grande Sonoplasta... e um carinho mesclado com afago a minha querida Lisah Souja... que todas as estrelas guiem teus passos rumo aos sonhos....
Carnaval... Carnal... Carne...
Esse ano para mim o carnaval foi mais que especial.
Tive a melhor de todas as oportunidades para homenagear aquela que divaga e vaga entre mares e continentes distantes.
Amiga, mãe, amante, companheira, estrela que desceu e me acompanha.
De dentro do meu peito, ardia um desejo de simplesmente agracia-la com o mais sublime dos presentes.
Bens não possuo, muito menos recursos financeiros...O que fazer intão?
A resposta veio como um tiro a queima roupa
o que fazer se a único bem que possuo é minha alma
o que fazer se o mais sublime de meu ser é minha arte
o que fazer se tudo em mim se resume em obra....
Assim, fez-se a obra
Assim, fez-se o momento do Desejo!
Desejo
Uma singela homenagem
a Lisa Souja
Sigo teus passos...
Momentos após momentos
Entre sonhos derradeiros
E pesadelos suaves!
Ao longe
Sinto uma imensa vontade de te ter!
(Apenas por um instante)
Tê-la aqui, ao meu alcance
Tê-la acalantando teus cabelos
Envolvendo-a em tremendo fulgor.
Permita!
Ah, deliciar-me em teus seios fartos
Provê-la de algo deveras maior
Elevá-la pelo cosmo
driblando tudo e todos...
Preenchendo-a em exaustão!
Libere de tua mente
Malas, cuecas, o que for menos
Permita!
Que eu mergulhe assim,
No ser profundo de teus olhos.
Permita que eu a ama como deves ser amada!
Um dia, em um dia
Adentrarei em nuvens densas
Apenas para roubar o néctar sagrado dos Deuses
Apenas para tê-la para mim
só e assim!
Entregar-me a ti
Entregue se a mim
Em teu corpo
Em tuas pernas
Pele negra e delicada
Assim como a noite.
Cabelos exóticos
Assim como o continente distante.
Mulata, Permita!
Permita que meus dedos
Sejam elevados a sua alma!
Que o íntimo do meu ser
Seja o templo que adentrarás em busca de colo
Minha cara!
Entregue-se simplesmente.
Venha e complete novamente meu espirito,
Minha boca,
Meus póros,
Meus olhos...
Entre em minhas veias
Navegue pelos rios de meu peito
Perca-se em Tempestades e Turbilhões
Sabendo que estarei contigo
Em carne e em Alma
Respire meu ar
Seja eu tua inspiração.
Que teu traço
Seja a representação de nossas sensações.
Amada...
Como?
Como posso eu
Eu assim
Perder-me nas aguas de teu olhar?
Eu
Que por vezes fui vil
fui mesquinho, indiferente, vulgar,
...humano...
Eu? Pe.
Perder-me em tua visão
Perder-me assim,
Como uma pétala que se entrega ao vento
Eu, que sou o morto aos insensiveis
Um simples violão abandonado
Diante da lira de Apollo.
Mulata,
Siga adiante pelo horizonte
Voe rumo a Criação.
Além do infinito comum
Estarei alí
De braços estendidos
De corpo aberto
Embriagado em meus navios...
Desfrute de minha pele
Permita-me sussurrar em teu espirito
Morder tuas pernas
Beijar tua pele...
Veja o que estou lhe oferecendo
Entregue-se
Observe e sinta minha alma
Um quê de além
de vida
minha vida
Entregue essa flor
Aqui, diante do mirar das estrelas
entrego a ti minha vida
deixo ela em teus cuidados
aqui
em teu corpo
Por ti
Vaguei em tempos esquecidos
Em tempos futuros
Em templos hereges
de Deuses e Mortais
de Deuses Imortais.
E aqui
Em teu ventre
E ali
Em teu ser
Me encontrei... Me perdi....
VInicius Cassiolato