Dentro de um contexto massificado/industrializado, não consigo me enquadrar... Um mundo em que o lucro e o capital está acima de qualquer sentimento, de qualquer emoção, de qualquer Humano...
Gerações passadas lutavam e tentavam ser eles mesmos... Gerações presentes lutam para manter-se comoda, tentam não pensar... Gerações futuras?
A vida humana se resumiu ao simples lucro e perda da Intuição! Como viver aqui ou ali?
Como deixar de lado emoções que me fazem sentir como humano...
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Foto: Hedriano Oliveira |
Como viver assim?
Serei eu um louco ou um filho bastardo da sociedade alienada?
"Minha geração não quer mais sonhar.
Que sonhe a próxima então..."

[Sem titulo?]
O tempo não pára
Ao som de blues
Vago pelo tempo, entre todas as gerações,
Caras Pintadas, geração perdido.
Eu sou dessa geração?
Será?
Bossa nova luta guerrilha!
Canônico, grego, hermético?!?
Linhas perdidas no tempo e no espaço.
Valores remodificados,
Morais impostas.
Como me enquadrar em moldes sistematizantes,
Se não me enquadro em tintas ou livros?
Deixo a vida pulsar
Levando-me a outros Mundos escondidos,
Delírios insanos desconexos,
Embriagues divinamente profana!!!!
Caminho entre igrejas e cemitérios,
Encontro-me com os Deuses Pagãos
Encontro-me solitário em mim mesmo...
Pelas minhas veias
O tempo escorre entre o agora e o passado.
Um agora perdido entre o ventre das Parcas.
Um passado cruzado dentro da humanidade.
Vivo, além, tento!
Eu Vivo voando entre nuvens e pulsações celestes.
Eu Além do além, alcançando realidades diversas,
Eu Tento...
Eu Tento ser eu mesmo!
Influenciado por familiares, filósofos, amigos,
Amigos mortos, amigos tentando viver.
Dentre vocês quem realmente vive?
Vocês que me ouvem, que me lêem,
Leia minha alma, entenda meus pensamentos.
Dentro do meu peito
Permito o tempo ser desvairado..
Elevo-me às estrelas do mar...
Ouço o som da rebentação!
Você ai!
Erga seus braços mórbidos
E alcance meu espírito!
Dê-me a Mao e vamos juntos
Vamos juntos não Olimpo, ao Orun, ao Infinito...
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Perf Desejo - Vinicius Cassiolato Foto: Hedriano Oliveira |
Não respiro o tempo ou o espaço!
Sinto-me o todo.
O ontem que ainda não começou
O amanha que já passou...
Caminhando pelas ruas
Ouço as casas ofegantes em ira.
Vejo corpos respirando, mas não vivendo!
Seres sonâmbulos que percorrem ruas estranhas,
Seres que olham, mas não vêem,
Que andam e não sentem,
Que não tem consciência de ter uma consciência...
E nesse universo multifacetado
Eu, sou o estranho
O atemporal
O estranhamente imperfeito!
Eu, sou o Exilado das estrelas.
Eu sou o Tempo encarnado em humano...
Eu, que aqui vos escreve,
Sou alguém perdido...